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Notícia

O mito sobre a Geração Z que faz empresas perderem seus futuros líderes

Com foco em crescimento, mentoria e transparência, jovens profissionais desafiam antigos modelos de gestão

Rotulada como “frágil” ou “desinteressada”, a Geração Z tem sido mal interpretada no ambiente corporativo. Os dados e mercado indicam que os jovens profissionais não rejeitam o trabalho, eles estão redefinindo como, por que e para que trabalhar.

Formada por quem nasceu entre meados dos anos 1990 e o início dos anos 2010, essa geração entrou no mercado de trabalho em meio a uma pandemia global, instabilidade econômica e avanço acelerado da inteligência artificial. Mas esse contexto não produziu apatia.

Ao invés disso, todo esse cenário deu força ao pragmatismo, busca por estabilidade e transparência como estratégia de sobrevivência profissional.

A postura da Gen Z também nasce da observação de gerações anteriores. Ao acompanhar o burnout das Gerações X e de Millennials, esses jovens passaram a enxergar a carreira como parte importante da vida, mas não como centro da identidade.

Segundo o Adobe Future Workforce Study, jovens profissionais estão entre os que mais adotam ferramentas de automação e IA no trabalho para reduzir tarefas repetitivas e otimizar tempo.

Perfil qualificado e ambicioso
Ao contrário do mito da falta de ambição, os dados do relatório revelam profissionais focados na ascensão de carreira, desde que as regras corporativas sejam claras e transparentes.

O relatório mostra que cerca de 70% dos jovens dessa geração desejam alcançar cargos de alta liderança, como posições C-level. Contudo, a permanência na empresa depende de horizontes nítidos. De acordo com o estudo, 50% dos entrevistados apontam a falta de um plano de carreira claro como o principal motivo para pedir demissão.

Além disso, esses são profissionais que investem ativamente no aprendizado prático e valorizam o suporte institucional. Prova disso é que 83% consideram a presença de um mentor essencial para o sucesso na trajetória profissional.

Novos critérios de retenção de talentos
Embora a remuneração financeira seja um grande fator relevante, a retenção dessa força de trabalho é ditada por elementos que vão além do contracheque.

A qualidade das relações humanas e o modelo de liderança exercem um peso decisivo. O levantamento da Adobe, mostra que desentendimento com gestores ou colegas de equipe aparece como a razão número um para pedidos de demissão (52%), superando a insatisfação salarial.

Além disso, a experiência no ambiente físico ainda é valorizada: 81% consideram as vivências no escritório importantes, desde que o espaço agregue valor social e promova a colaboração.

Por fim, a cultura organizacional e o propósito social também são critérios de escolha. Cerca de 78% dos profissionais dessa geração ressaltam a importância do alinhamento com os valores da empresa, enquanto 56% manifestam preferência por organizações que se posicionam publicamente sobre questões sociais relevantes.

Como se conectar aos talentos da nova geração
Diante desse cenário, empresas que desejam atrair, desenvolver e reter profissionais da Geração Z precisam compreender, na prática, o que motiva essa nova força de trabalho. Mais do que oferecer benefícios competitivos, o desafio está em construir experiências de carreira alinhadas às expectativas de crescimento, propósito, desenvolvimento e transparência.

Por isso, a Conferência de Carreira Na Prática, busca conectar milhares de universitários e jovens profissionais a organizações que buscam fortalecer sua marca empregadora e se posicionar de forma estratégica diante dos talentos mais promissores do país. A iniciativa reúne conteúdos sobre carreira, networking e mercado de trabalho, aproximando empresas e candidatos em um ambiente de aprendizado e troca.