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Notícia

Incertezas globais não reduzem otimismo do empresário do comércio

O Icec, pesquisado mensalmente pela CNC, consolidou sua trajetória de recuperação em março

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), pesquisado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), consolidou sua trajetória de recuperação ao atingir 107,0 pontos em março, um avanço de 2,2% na comparação direta com fevereiro. Este resultado marca a quinta elevação mensal consecutiva do indicador, após o ajuste sazonal, levando o otimismo do setor ao maior patamar registrado desde janeiro de 2025. Os dados são divulgados nesta segunda-feira..

O principal subíndice justificando o crescimento geral no mês foi a percepção sobre o momento presente. O fator Condições Atuais saltou 4,6% em relação a fevereiro, atingindo 80,5 pontos. Dentro deste grupo, o destaque absoluto foi a avaliação sobre a Economia, que apresentou alta de 6,8% no mês, sinalizando melhora rápida da percepção do ambiente macroeconômico pelos varejistas.

Atuação integrada

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, avalia que a atuação integrada entre a iniciativa privada e o poder público é o caminho para fortalecer a percepção dos empresários. “O ano teve início com resultados positivos no turismo, mas avança para o segundo trimestre em meio a um cenário de instabilidade global que já impacta o mercado interno — seja pelo aumento dos preços dos combustíveis, seja pelas incertezas quanto à trajetória de queda da taxa Selic”, alerta Tadros, acrescentando que, apesar dos desafios, há um clima de cauteloso otimismo no setor.

“Percebemos confiança entre empresários e empresárias que, com dedicação diária, seguem impulsionando seus negócios. É essa resiliência que nos faz acreditar em dias melhores para a economia brasileira, sobretudo com a construção de políticas públicas que assegurem um ambiente mais estável e favorável ao empreendedorismo.”

No recorte por segmento, o ritmo de crescimento mensal foi liderado pelos comerciantes de bens semiduráveis (roupas, calçados e acessórios), com alta de 2,3% em relação ao mês anterior. O setor de bens duráveis (eletrônicos e veículos) seguiu de perto, com expansão de 2,1% na confiança em comparação a fevereiro, refletindo a alta da mesma categoria na Intenção de Consumo das Famílias (ICF). Já o segmento de bens não duráveis (supermercados e farmácias) teve um avanço mensal de 1,3%.

Retomada dos investimentos

A disposição para investir também acompanhou o movimento positivo, crescendo 1,5% em março. Entre os componentes de investimento, a Percepção dos Estoques registrou a maior variação mensal, com alta de 2,2%. Este componente atingiu sua maior taxa de crescimento mensal desde julho de 2021, refletindo uma gestão mais eficiente do fluxo de caixa. Complementando o cenário, a Intenção de Contratação de Funcionários subiu 1,4% frente a fevereiro.

Análise de médio prazo
Embora o presente mostre forte aceleração, o empresário mantém o otimismo para o futuro. O Índice de Expectativas avançou 1,1% no mês, com 63,3% dos varejistas acreditando em melhora econômica nos próximos meses – um incremento de 1,3 ponto percentual em relação ao apurado em fevereiro.