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Notícia

Mais de 70% dos brasileiros afirmam que a tecnologia ajudou a melhorar a relação com o dinheiro, aponta pesquisa

Pesquisa aponta que 72% dos brasileiros veem a tecnologia como aliada financeira, mas educação e controle de gastos ainda são gargalos

À medida que a digitalização do sistema financeiro avança no Brasil, a tecnologia passa a ocupar um papel cada vez mais presente na forma como os brasileiros lidam com suas contas pessoais. De acordo com a pesquisa "Do PIX ao planejamento financeiro: como a tecnologia está mudando nossa relação com o dinheiro", conduzida pela Lina Open X por meio da plataforma de consumer insights da MindMiners, 72% dos brasileiros afirmam que a tecnologia ajuda a melhorar a relação com o dinheiro.

O estudo ouviu 1.000 pessoas, homens e mulheres acima de 18 anos, de todas as regiões do país, integrantes do painel MeSeems, da MindMiners. Os dados mostram que o brasileiro está conectado: 81% utilizam o aplicativo do banco como principal canal de relacionamento com a instituição financeira. Ainda assim, funcionalidades ligadas à educação financeira, controle de gastos e planejamento ainda seguem pouco exploradas.

Essa distância entre percepção e prática aparece também na forma como as pessoas organizam suas finanças. Quase metade dos entrevistados (48%) ainda recorre a anotações manuais ou planilhas, enquanto 16% afirmam não fazer nenhum tipo de controle financeiro. O cenário indica que, embora a tecnologia esteja presente, ela nem sempre se traduz em ferramentas simples, integradas e relevantes para a rotina do usuário.

“O brasileiro já entende que a tecnologia pode ser uma aliada na organização da vida financeira e, por isso, recorre cada vez mais aos canais digitais, especialmente aos aplicativos bancários. O desafio agora é transformar esse acesso em hábito: usar essas ferramentas para acompanhar gastos, criar rotina de planejamento e tomar decisões financeiras mais conscientes no dia a dia”, afirma Murilo Rabusky, Diretor de Negóciosdiretor de negócios da Lina Open X.

Educação financeira ainda é um gargalo

A pesquisa também evidencia obstáculos estruturais. Segundo o levantamento da Lina Open X, 37% dos brasileiros nunca tiveram qualquer tipo de educação financeira formal. Além disso, a falta de renda (27%) e a falta de hábito ou disciplina (26%) aparecem como os principais desafios para manter uma vida financeira organizada.

Mesmo quando as instituições oferecem algum tipo de orientação, o impacto ainda é limitado. Apenas 23% dos entrevistados afirmam seguir com frequência dicas financeiras personalizadas recebidas por aplicativos, e-mails ou mensagens. Outros 39% dizem ignorar ou raramente utilizar esse tipo de conteúdo, enquanto 33% sequer sabem se recebem orientações.

“Quando a educação financeira depende apenas do esforço individual, ela costuma perder espaço no meio da rotina, entre contas a pagar, imprevistos e decisões do dia a dia. A oportunidade está em integrar esse apoio de forma mais automática e contínua, usando dados e tecnologia para oferecer orientações simples, no momento certo, que ajudem as pessoas a entender melhor seus gastos, se organizar e tomar decisões financeiras mais conscientes”, complementa Rabusky.

PIX consolida uso, mas segurança segue como preocupação

O levantamento mostra ainda, ainda, que o PIX já se consolidou como principal meio de pagamento para grande parte da população: 73% utilizam o sistema com alta frequência, e 76% afirmam ter substituído total ou parcialmente o uso do cartão físico. A rapidez é apontada como principal benefício por quase metade dos entrevistados.

Por outro lado, a segurança segue como principal ponto de atenção. Golpes e fraudes são a maior preocupação, apontada por 56% dos respondentes, fator que também impacta a adoção de soluções mais avançadas, como a integração de dados via Open Finance.

Embora 76% dos brasileiros já tenham ouvido falar em Open Finance, apenas 37% autorizaram o compartilhamento de dados. Ainda assim, o interesse existe: 75% afirmam que usariam ou considerariam usar um único aplicativo que integrasse diferentes contas bancárias e meios de pagamento, desde que houvesse confiança na segurança da solução.

“O Open Finance já deixou de ser um conceito distante para grande parte dos brasileiros. O próximo passo é fazer com que esse sistema gere benefícios reais no dia a dia, como ajudar as pessoas a visualizar melhor sua vida financeira, reunir informações que hoje estão dispersas em diferentes contas e instituições, entender para onde o dinheiro está indo e, a partir disso, planejar o futuro com mais segurança e clareza”, destaca o executivo.

Regulação e tecnologia impulsionam novas soluções

A Resolução Conjunta nº 8 do Banco Central reforça a importância do tema ao estabelecer que instituições financeiras devem adotar medidas de educação financeira, com foco em organização do orçamento, formação de poupança, resiliência financeira e prevenção ao superendividamento.

Nesse contexto, o mercado começa a responder com soluções que combinam Open Finance e inteligência artificial, permitindo que bancos e fintechs ofereçam ferramentas de gestão financeira integradas, personalizadas e de fácil uso.

Algumas iniciativas já buscam traduzir dados financeiros em orientações práticas para o dia a dia do usuário, com foco em organização de gastos, identificação de dívidas e apoio à tomada de decisão, de forma simples e acessível. “O Tutor Financeiro, ferramenta inteligente desenvolvida pela Lina Open X no Lift Lab (2025/2026) em parceria com o Banco Central, utiliza Open Finance e IA para oferecer educação financeira personalizada”, explica Rabusky. “As recomendações são integradas à rotina financeira do usuário, apoiando decisões mais conscientes sem exigir esforço adicional ou conhecimentos técnicos. A proposta é estar onde o cliente já está: nos aplicativos bancários”.”

À medida que a tecnologia passa a fazer parte da rotina financeira, cresce a importância de soluções que não apenas facilitem pagamentos, mas também ajudem as pessoas a entender e organizar melhor o próprio dinheiro. “Quando a educação financeira é integrada à experiência digital de forma simples, ela passa a gerar valor real para as pessoas, ajudando na organização do dia a dia e fortalecendo a relação de confiança com as instituições”.”, conclui Rabusky.