• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

Três perfis revelam o futuro do trabalho híbrido

Dados da Deskbee mostram como comportamentos no escritório desafiam o RH a repensar espaços, cultura e engajamento

A consolidação do trabalho híbrido em 2025 deixou de ser apenas uma discussão sobre presença física e passou a revelar padrões claros de comportamento profissional. Levantamento da Deskbee, plataforma de gestão de espaços de trabalho, aponta que três perfis de colaboradores dominaram o uso dos escritórios ao longo do último ano — um dado que traz implicações diretas para a estratégia de Recursos Humanos.

Segundo pesquisa da JLL, a América Latina lidera a adoção do modelo híbrido no mundo, com 72% das empresas operando nesse formato. Nesse contexto, entender como as pessoas utilizam os espaços físicos tornou-se uma variável estratégica para áreas de RH, que precisam equilibrar produtividade, engajamento e cultura organizacional.

Com base em dados de mais de 200 mil usuários de empresas de diferentes setores, a Deskbee identificou seis personas associadas ao uso do escritório. Entre elas, três se destacam pela recorrência e impacto na dinâmica corporativa: Guardião, Explorador e Alquimista.

O perfil Guardião, que representa mais de 25% dos usuários analisados, é formado por profissionais que optam quase sempre pela mesma estação de trabalho. O comportamento indica preferência por rotina, previsibilidade e sensação de pertencimento — características que desafiam o RH a pensar em políticas de engajamento que respeitem a estabilidade sem comprometer a flexibilidade do modelo híbrido.

Já o Explorador, responsável por cerca de 20% dos usuários, representa o colaborador que circula entre diferentes espaços ao longo do dia. Esse perfil ganhou força após a pandemia e reforça a ideia de que o escritório deixou de ser apenas um local fixo para se tornar um ambiente multifuncional. Para o RH, trata-se de um indicativo de que ambientes variados estimulam criatividade, colaboração e adaptação a diferentes tarefas.

Outro grupo relevante é o dos Alquimistas, também com aproximadamente 20% dos usuários. São profissionais que alternam horários, tipos de reservas e estilos de uso do espaço. A flexibilidade é a principal marca desse perfil, que exige das empresas modelos menos rígidos de gestão do trabalho e maior autonomia na organização da rotina.

O estudo confirma ainda uma tendência já conhecida, mas cada vez mais acentuada: o chamado mundo “TQQ”. Terça, quarta e quinta-feira concentram a maior movimentação nos escritórios, enquanto segunda e sexta seguem como os dias preferidos para o trabalho remoto. Para o RH, esse padrão reforça a necessidade de planejamento inteligente de ocupação, eventos presenciais e rituais de cultura.

“O híbrido está amadurecendo. A discussão deixou de ser controle de presença e passou a ser sobre como cada profissional extrai valor do espaço físico de acordo com seu estilo de trabalho”, afirma Mário Verdi, fundador e CEO da Deskbee. Segundo ele, o futuro dos escritórios passa pela personalização da experiência e pela gestão orientada por dados.

Do ponto de vista da gestão de pessoas, os diferentes perfis não competem entre si, mas se complementam. Atender quem busca rotina e quem prefere espontaneidade exige liberdade de escolha, apoiada por tecnologia e desenho inteligente dos espaços.

“O escritório deixa de ser apenas um local de trabalho e se consolida como um recurso estratégico para performance, cultura e colaboração”, conclui Verdi. Para o RH, o recado é claro: compreender o comportamento dos colaboradores no híbrido será determinante para atrair, engajar e reter talentos nos próximos anos.